DOP: 20 produtos que Portugal quer proteger no comércio entre UE e EU

DOP: 20 produtos que Portugal quer proteger no comércio entre UE e EU

Depois de nos EUA ser colocado à venda um vinho chamado USB (port), acompanhado na imagem de outro chamado aeroPORT, e um terceiro chamado Starboard, o lado direito de uma embarcação e contrário ao Port (bombordo), ficámos a compreender que a imaginação não tem limites e que a alteração ligeira de um produto o torna exequível sem respeitar tradições, conhecimentos e tudo o que a origem poderá fornecer a um produto.

Portugal cedo percebeu essa questão e criou o primeiro regime legal a nível mundialpara uma indicação geográfica – a do vinho do Porto, ainda na época do Marquês de Pombal, muito tempo antes das imitações surgirem. 

Dentro em breve o TTIP (Transatlantic Trade and Investment Partnership), vai entrar em vigor. Não obstante as questões conexas sobre desemprego, democracia sobre enriquecimento corporativo, segurança alimentar entre outros, existe uma parte muito específica que é a produção alimentar e as cópias fraudulentas desses produtos.

Quem apresenta a proposta quer proteger o máximo, quem recebe a proposta, quer que esteja protegido o mínimo para copiar mais. A listagem apresentada pela UE, visa proteger os produtos mais valiosos em termos de vendas, mas também aqueles que são de facto diferenciadores em termos regionais.

Portugal por si só, possui uma quantidade impressionante de produtos DOP ou IGP registados na união europeia.

Estes produtos (mais de 130), não podem ser replicados nem os seus nomes utilizados, dentro da união, mas com o novo acordo, ficarão à mercê de que do outro lado do Atlântico, empresários possam tentar a sua sorte.

No documento “TO THE EU's PAPER ON GEOGRAPHICAL INDICATIONS IN TRANSATLANTIC TRADE AND INVESTMENT PARTNERSHIP” encontram-se os seguintes:

 
 Ameixa d'Elvas

Ameixa d'Elvas

 Ananás dos Açores/São Miguel

Ananás dos Açores/São Miguel

  Azeite de Moura

Azeite de Moura

 Azeite do Alentejo Interior

Azeite do Alentejo Interior

 Azeites da Beira Interior (Azeite da Beira Alta, Azeite da Beira Baixa) 

Azeites da Beira Interior (Azeite da Beira Alta, Azeite da Beira Baixa) 

 Azeites de Tras-os-Montes

Azeites de Tras-os-Montes

 Azeites do Norte Alentejano

Azeites do Norte Alentejano

 Azeites do Ribatejo

Azeites do Ribatejo

 Chouriça de Carne de Vinhais ; Linguiça de Vinhais

Chouriça de Carne de Vinhais ; Linguiça de Vinhais

 Chouriço de Portalegre

Chouriço de Portalegre

 Pêra Rocha do Oeste

Pêra Rocha do Oeste

 Presunto de Barrancos

Presunto de Barrancos

  Queijo de Nisa

Queijo de Nisa

 Queijo S. Jorge

Queijo S. Jorge

 Queijo Serpa

Queijo Serpa

 Queijo Serra da Estrela

Queijo Serra da Estrela

 Queijos da Beira Baixa (Queijo de Castelo Branco, Queijo Amarelo da Beira Baixa, Queijo Picante da Beira Baixa) 

Queijos da Beira Baixa (Queijo de Castelo Branco, Queijo Amarelo da Beira Baixa, Queijo Picante da Beira Baixa) 

 Salpicão de Vinhais

Salpicão de Vinhais

 Vinho da Madeira

Vinho da Madeira

  Vinho do Porto

Vinho do Porto

 

De fora fica tudo o resto. As conservas de enguia passam a ser do Massachussets em vez da Murtosa, o porco bísaro passa a ser de Bisarous Oklahoma, e a região vitivinícola do Tejo, colada ali a Nappa Valley.

Vai ser cada vez mais uma questão de cultura de consumo e de saber ler legendas. MADE IN PORTUGAL, passa a ter uma função fundamental, porque é o consumidor que irá decidir a viabilidade económica de cada produto.

Documento original de negociação do tratado





 

 Ribs & Company: “Fã do Guy Fieri”

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Livros de comer: Fabrico Próprio

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