Come menos carne! (ou o planeta é que paga)

 Crédito: Twentieth Century Fox Film Corporation

Crédito: Twentieth Century Fox Film Corporation

Há um ano, no filme The Martian, quiseram-nos fazer crer que eventualmente seria possível sobreviver num planeta que não a Terra, durante algum tempo com recurso a meios mínimos.

 Crédito: Brian van der Brug / Los Angeles Times

Crédito: Brian van der Brug / Los Angeles Times

Há seis meses Elon Musk, veio prometer as primeiras viagens a Marte, e o objectivo é definitivamente colonizá-lo, não para expandir a raça humana, mas sim como desejo de a salvar da extinção através de cataclismo (Extinction Event) ou algo auto-inflingido (como a insustentabilidade da dieta omnívora actual e as consequências para o planeta. As viagens começarão antes com o envio seminal de veículos auto-comandados, para estabelecer as condições prévias necessárias entre as quais fontes de alimento. 

 Crédito: BioSphere2

Crédito: BioSphere2

Nenhuma experiência se provou bem sucedida antes. Mesmo a Biosphere 2 a maior e mais credível experiência do género, em que o solo teria de ser transplantado entre planetas ou transformado para se tornar apropriado, provou o seu falhanço por incapacidade de oxigenação correcta.

 Crédito: Joep Frissel/AFP

Crédito: Joep Frissel/AFP

Agora (finalmente) cientistas holandeses conseguiram produzir em solo semelhante ao marciano, colheitas que não representam problemas para consumo humano, porque não absorveram os metais pesados existentes por lá.

Os futuros marcianos já podem comer rabanetes, ervilhas, tomate e centeio, continuando as experiências para batatas, rúcula e agriões.

Este futuro parece longínquo. O estragar o planeta todos os dias não. 

Há 20 anos, os 3 grandes blocos populacionais do mundo não consumiam carne. África, China e Índia, tinham um consumo derivado da sua economia, que não podia ser aumentado. A isto acrescentavam-se questões religiosas.
Passaram 20 anos, e o consumo aumentou e muito.

Se cada Chinês aumentar o seu consumo de carne de vaca em 1 quilo por ano, isso implica uma produção extra de 1.375.000 toneladas extra (*1). O que implica um abastecimento extra de 7.658.860m3 de água (*2) ( a Barragem de Castelo de Bode possui uma capacidade de 1.095.000m3 (*3)) e mesmo em péssimas condições sanitárias, as 4.256.965 vacas (*4), vão necessitar de aproximadamente 127,70 (*5) quilómetros quadrados (Lisboa possui uma área aproximada de 83 quilómetros quadrados (*6)) para aumentar de peso.

O consumidor chinês passou de 13kg em 1982, para 63kg actualmente e espera-se que atinja os 93kg em 2030. Sendo o consumo actual responsável pela emissão de 14,5% dos gases de estufa do planeta.
 


Não é uma questão de saúde própria, que entre adultos mentalmente sãos, poderão decidir que dieta querem seguir, com os correspondentes efeitos na sua saúde.
Temos duas opções: ou seguimos o Elon Musk até Marte, ou começamos a reduzir o consumo neste planeta!

 

*1 - 1kg X população actual chinesa https://en.wikipedia.org/wiki/Demographics_of_China
*2 - (*1) X 15415 litros http://waterfootprint.org/en/water-footprint/product-water-footprint/water-footprint-crop-and-animal-products/
*3 - http://snirh.pt/index.php?idMain=1&idItem=1.3&salbufeirasimbolo=16H/01A
*4 - (*1)/323kg±714lb http://ask.metafilter.com/27259/How-much-meat-is-there-on-a-cow
*5 - (*4)/30m2 por animal
*6 - https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81rea_Metropolitana_de_Lisboa

 

GO PORTUGAL!

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THE _ M O U S S E

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