Tasca Kome: “A Embaixada”

Tasca Kome: “A Embaixada”

Este texto foi ponderado, e reescrito, e alterado. Resulta de duas visitas, com intervalo de uma semana (a que muitas outras se seguiram, porque de facto a qualidade não diminui).

A primeira visita fui “enganado”. Resultou de uma sucessão de restaurantes cheios, e fomos ali parar. Tasca (para um japonês) e Kome (comer com K?!?!?!)...Isto contribuiu para a surpresa ainda maior. 
A segunda fui informado. Resultou de verificar se a primeira visita tinha sido um sonho, ou seria mesmo assim. Afinal o restaurante é da Yuko, o Rui só passou 7 anos no Aya original, e Kome, quer dizer arroz em Japonês. 
A embaixada, porque neste momento, eu não conheço quem melhor represente a gastronomia japonesa em Portugal (sem nunca lá ter estado, atenção). E sim, já fui ao Tomo.

Ainda não comi sushi. Nem niguiri, nem maki, nem inari nem oshi. O mais próximo, foi um rolo embrulhado em Daikon crú cortado de forma transparente, com salmão fresco e pickle de daikon. Mais nada. 
Amuse bouche? Ovos de codorniz marinados, e escabeche de carapau e salmão.
Coisas do outro mundo? Tokoyaki feitos na casa (finalmente provar as bolas de polvo!!!), Caril (feito totalmente na casa, desde o ponto 0), ou Nattō (e meus caros aqui...só vendo: feijão soja, fermentado, com auxílio de um bacilo, que parece literalmente ligado por cola pattex, uma quantidade de fios imensa, um sabor e cheiros muito fortes, de queijo curado, nozes, puro Inverno). 
Coisas “banais”? Sashimi de Goraz, Robalo, pregado. Atum sério da barriga e do lombo, lula com ovas de bacalhau frescas.
Um restaurante que quer fumar a sua própria enguia, está num patamar diferente!
Um dia hei-de comer haliote e geoduck em Portugal. Eventualmente será aqui.

A qualidade paga-se. Não sendo uma opção para todos os dias, não é também, seguramente caro, face ao que oferece (sublinhar a frase aqui deste lado, face ao que oferece). Ao almoço, chego a afirmar que é barato mesmo, a partir do menu do dia. 
Podia estar a descrever isto e não sentir, mas o número de japoneses lá dentro parece-me dar razão, quer dentro quer fora do balcão. Naquilo que o serviço possa ser defraudado (nas dificuldade linguísticas entre culturas), somos sempre surpreendidos com um grande "IRASSHAIMASE!" por TODA a equipa e quando vamos embora, com outro enorme “NÃOFAÇOAMÍNIMAIDEIA!” pela totalidade da equipa de novo!
Sim, algumas palavras ainda falham, mas a simpatia de as tentar usar não. 

Ansioso por ver os próximos capítulos. 

 

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